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17/04/2026 07h13
O ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio, conhecido como Gringo, foi preso preventivamente durante operação da Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (18).
A ofensiva investiga suspeita de fraudes em licitações para prestação de serviços.
Foram cumpridos um mandado de prisão e nove de busca e apreensão.
Segundo a Polícia Civil, Gilvani coordenaria um esquema para se inscrever com mais de uma empresa para licitações, com o objetivo de direcionar contratos públicos.
O ex-vereador de Porto Alegre Gilvani Dall Oglio (Republicanos), conhecido como Gringo, foi preso preventivamente durante operação da Polícia Civil na manhã desta sexta-feira (18). A ofensiva investiga suspeita de fraudes em licitações para prestação de serviços.
O advogado Diego Romero, que representa o ex-vereador, informou que vai se manifestar após ter acesso aos documentos da investigação.
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A operação foi deflagrada pelo delegado Augusto Zenon, do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Dercap). Além da prisão, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão - quatro deles contra familiares de Gilvani.
Segundo a Polícia Civil, Gilvani coordenaria um esquema para se inscrever com mais de uma empresa para licitações, com o objetivo de direcionar contratos públicos. A suspeita é de que as empresas estivessem em nome de laranjas ligados ao ex-parlamentar.
As contratações sob suspeita envolvem serviços de desobstrução de redes pluviais e de esgoto, hidrojateamento, transporte e descarte de resíduos.
Conforme a investigação, não há servidores envolvidos no esquema. As investigações se baseiam em seis contratos assinados, com valores que somam mais de R$ 2,5 milhões.
A operação apura ainda os crimes de associação criminosa, corrupção ativa de testemunha, falsidade ideológica e material e uso de documento falso.
A Câmara de Vereadores de Porto Alegre cassou o mandato de Gilvani Dall Oglio por quebra de decoro parlamentar em dezembro de 2025. Foram 26 votos pela perda do mandato, três contra e quatro abstenções.
O vereador seria o controlador de uma empresa que presta serviços para o Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) e, conforme parecer da Comissão de Ética da Câmara, isso configura violação da Lei Orgânica da Capital.
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